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Fase promove 8ª edição da Caravana da Socioeducação em Porto Alegre

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Maria Helena exaltou as ações da gestão e as mudanças que ocorreram no sistema
Maria Helena exaltou as ações da gestão e as mudanças que ocorreram no sistema - Foto: Daiana Camillo

A Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) promoveu a 8ª edição da Caravana da Socioeducação nesta quinta-feira (6), no auditório do Foro Central, em Porto Alegre. O evento, que visa a fomentar o trabalho da rede de atendimento de meio aberto nos municípios, encerrou suas atividades deste ano em Porto Alegre. O projeto ocorre desde 2017 e já passou por várias partes do estado, como Uruguaiana, Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santo Ângelo e Novo Hamburgo.

Em Porto Alegre, existem quatro Centros de Atendimento Socioeducativo (Cases): POA I, POA II, Padre Cacique e Case Feminino, além da Comunidade Socioeducativa (CSE), do Centro de Internação Provisória Carlos Santos (CIPCS) e uma de semiliberdade. Os locais atendem adolescentes em conflito com a lei oriundos da capital e outras regiões do estado.

A programação iniciou com a apresentação do coral ‘Um Novo Horizonte’ do Centro de Convivência e Profissionalização (Ceconp). A mesa de abertura do evento foi composta pela secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori; pelo presidente da Fase, Robson Luis Zinn; pelos diretores Administrativo, José Reus, Socioeducativo, André Severo, e de Qualificação Profissional e Cidadania, Ledi Teixeira; e o juiz do 3º Juizado da Infância e da Juventude, Charles Bittencourt.

A secretária Maria Helena exaltou as ações da gestão e as mudanças que ocorreram no sistema, como a ampliação de 30 vagas no Case Novo Hamburgo, a implantação de forma pioneira em todo o Brasil da Revista Humanizada, a instalação das câmeras de videomonitoramento e dos radiocomunicadores. Destacou ainda que todas essas ferramentas foram bem utilizadas por conta da dedicação dos servidores. “Não adianta tecnologia ou gestão, se não houver a preocupação com o desenvolvimento humano. Vemos que a vontade e o comprometimento de todos foi fundamental para seguirmos com esse projeto”, afirmou.

Zinn apresentou os dados de internação e semiliberdade em Porto Alegre. Atualmente, a capital possui 201 jovens nas unidades, dos quais 181 em internação e 20 em semiliberdade. “Atualmente temos no município 23,91 adolescentes na Fase a cada 100 mil habitantes, valor superior à média estadual, que é de 12,91”, disse.

O presidente da Fase também afirmou que as internações em Porto Alegre e Região Metropolitana representam 50% dos números totais do estado. Para Zinn, a criação da segunda unidade de semiliberdade na região vai qualificar ainda mais o atendimento na área e propor outras alternativas à privação de liberdade. “Vamos duplicar as vagas para o atendimento desse tipo de medida, de 20 para 40. É uma forma de trazer mais opções e diminuir o índice de lotação no sistema”, complementou.

Representando os diretores das unidades de Porto Alegre, o diretor André Severo reconheceu a importância da Caravana para estimular a rede de meio aberto e do papel dos servidores nessa trajetória. “Toda a energia que dispensamos foi somente por um objetivo: transformar a vida desses adolescentes. Acreditamos e conseguimos cumprir nossas metas”, concluiu.  

O juiz Charles Bittencourt salientou a importância dos investimentos da gestão. “Os compromissos assumidos e a relação que há entre os jovens e os servidores, que transmitem respeito e tranquilidade, me fazem acreditar que estamos no caminho certo na socioeducação”, avaliou. 

Seminário

Durante a noite, ocorre o seminário ‘Cenários para a Socioeducação’. O evento contará com um debate que terá a presença do presidente da Fase, do procurador de Justiça do Ministério Público do Estado, Gilmar Bortolotto; da professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação (PPG) da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS), Beatriz Gershenson; da professora do PPG e Mestrado em Direitos Humanos no Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), Ana Paula Motta Costa; e da diretora do Case Novo Hamburgo, Claudia Redin Patel. Os presentes discutirão a temática e trarão ideias e alternativas para o sistema socioeducativo gaúcho.

Texto: Daiana Camillo/ Ascom SDSTJDH
Edição: Léa Aragón/ Secom

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